RESGATE DO PATRIMÔNIO MUSICAL SOROCABANO
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Projeto aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba.
O projeto construiu um site que disponibilizou a digitalização dos manuscritos e edições das partituras de compositores sorocabanos do séc. XIX e XX, que faziam parte do acervo do Museu Diocesano de Sorocaba. Foram hospedados no site, também, arquivos de áudio com gravações em estúdio de dez composições do acervo do Museu Diocesano. Para o lançamento do site, foi realizado um espetáculo, no auditório do Instituto Histórico Geográfico Genealógico de Sorocaba, com apresentação ao vivo das músicas selecionadas.
A cidade de Sorocaba foi um centro comercial fundamental para a história do Brasil e, posteriormente, um foco industrial também. Sendo assim, a cidade ficou conhecida principalmente por esses dois ramos de atividade em que até hoje é referência.
Entretanto, não se pode esquecer que a atividade artística na cidade, em particular a musical, sempre foi também bastante intensa e significativa. Principalmente a partir do século XIX temos notícias de diversas bandas (algumas existentes até hoje), orquestras que executavam repertório nacional, internacional e, o que é mais interessante, música sorocabana.
Entre nossos compositores, podemos destacar Maurício Garcia Vieira, Vicente Zeferino Sant'Anna e seu filho Joaquim Izidoro Marins, Fernando Luis Grohmann, João Ribeiro Alencastro, José Raymundo de Mello, e mesmo o ituano Manoel A. Lobo (irmão de Elias Lobo), que exerceu o cargo de mestre-de-capela na catedral de Sorocaba. Vale salientar ainda a obra que João de Camargo, ex-escravo e líder religioso escreveu a Banda nº 5. Isto tudo sem mencionar Nilson Lombardi e Felipe Lara, exemplos mais recentes.
A intenção do projeto era que outros acervos fossem descobertos e uma grande linha do tempo possa ser traçada e completada gradualmente, contando essa história ainda pouco pesquisada.
O maior benefício da produção deste projeto está em não se perder o acervo musical guardado no Museu Diocesano de Sorocaba sem que as preciosidades ali contidas possam ser conhecidas por músicos, maestros e população sorocabana. As partituras quase se perderam pela ação do tempo e pela falta de preservação adequada. Enquanto isso, ninguém tinha a oportunidade de executar as músicas e parte de um patrimônio histórico de nosso solo perdia-se a olhos vistos. Por outro lado, os compositores de nosso tempo e sorocabanos também carecem de espaço para registrarem sua história musical com letra, música e partitura, além de ser possível incluir o áudio para que a cidade os aprecie e os eternize como queremos fazer com Zeferino Sant'Anna, Joaquim Izidoro Marins e outros esquecidos no tempo.



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